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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

E S P E L H O - POEMA

Engana-se o fotógrafo e a fotografia
Com sorriso aberto finge que sorria
O espelho, triste constatação
Rugas não esconde, não.
Aquela que é fotogênica
Que foi tão bem retratada
Parece que fez arte cênica
Usa até ficar desbotada.
Mas o espelho não tem mente
Nem fotografa na memória
Registra só o que reflete
Num instante daquela hora.
Minutos seguem, horas avançam,
Dias rápidos sem descanso.
Sobrepõem cabelos e faces
Já não se pode usar disfarces.
Mas os olhos, ah os olhos
Guardam da alma a singeleza
Do tempo que não passou nas horas.
Neles permanece a alegria e a leveza.
Qualquer olhar de setenta,
Cinquenta, oitenta ou cem,
Guarda na esperança da gente
A certeza de ter vivido bem.

(Marilene Anacleto)

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