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PERFUME DE MULHER - Soneto

Tu que tens os aromas e as cores Da beleza que invade meu querer Adornada em paisagens de amores Adentrando o oasis do meu ser....

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A TEMPESTADE

Antes que a noite chegasse
Já percebi os sinais
Prenunciando em silêncio
Chegada de vendavais,
Por um instante o tempo
Parecia ter parado
Corre um felino atento,
Olhando de lado a lado

Com a chegada dos ventos,
Retorna o lobo a alcova
Antes que o pior ocorra
Prepara-se o urso-panda
Reconhecendo os sinais,
Retorna a sua morada,
Pressentindo a chegada
De trovões e vendavais.

Mais além a cracatôa
Retorna para seu ninho
Também o macaco-prego
Protege seu filhotinho.
Esbravejam os trovões
Com clarões e estampidos
Perturbando os chimpanzés
Que fazem seus alaridos.

A noite escura e fria
Desce então seu negro mando,
Os animais em silêncio,
Recolhidos em seus cantos.
Temendo um céu barulhento
E a violência dos  raios,
Se esconde a arara azul
Na toca dos papagaios.

Enquanto o dia não vem
a noite caminha lenta
A escuridão acrescenta
Um toque de desalento,
No sopro forte do vento,
Enquanto o frio aumenta.

Mas, eis que a mãe-natureza
Segue seu itinerário,
Não permite que pereça
Nem mesmo um só canário.
Meu pensamento vagueia
Diante de tal visão.
Mesmo tetando entender,
Nos falta compreensão.

A tempestade se vai
Esmorece a ventania
Ao longe, grandes clarões
Aos poucos vão-se mostrando.
E o céu de vai-se adornando
De uma estranha alquimia,
Pois vem surgindo entre os montes
Os sinais de um novo dia.

José Bento

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